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Narrador da Rádio ESPORTESNET em matéria de portal universitário

     O narrador da Rádio ESPORTESNET, Murilo Franco é destaque em matéria da Agência Universitária de Notícias, produzido pelos estudantes da Universidade Cruzeiro do Sul.

Por: Luana Christina

     O narrador faz a abertura da transmissão, anuncia as escalações e pede a opinião do comentarista e vai para o jogo. Isso é tudo que sabemos sobre narrar uma partida de futebol, porém, existem cinco combustíveis que o narrador deve dominar. São eles: emoção; cultura e conhecimento; liderança; carisma, credibilidade e ética; e valorização da palavra falada. Também as cinco técnicas fundamentais: improviso, memorização, fonoaudiologia, narração e apresentação e entrevista.

     A profissão de narrador de futebol parece complexa, ao mesmo tempo, que nos desperta curiosidade. Conversamos com o Murilo Franco, narrador esportivo, formado em jornalismo na Faculdade Integrada Rio Branco para esclarecer pontos importantes sobre a profissão, vem com a gente!

     No rádio a narração é mais descritiva, precisando explicar ao ouvinte como é o uniforme de cada equipe, posicionamento em campo e andamento das jogadas. O importante, tanto para as emissoras AM, como nas FM, é se comunicar valorizando a voz, a dicção e cadenciar a transmissão pausas. Já na televisão, o mais importante é a valorização da imagem. Dentro do universo das televisões temos duas formas distintas de se trabalhar: nas emissoras abertas o profissional deve ser mais ilustrativo e conduzir a transmissão como âncora e nos canais por assinatura, a narração precisa ser mais informativa porque quem paga quer assistir ao jogo e não ouvir o narrador.

     Murilo diz que a narração de TV e de rádio não tem muitas coisas em comum, mas o narrador de TV e de rádio deve ter a ideia de passar emoção ao ouvinte, “Se o narrador acredita que você não tem oportunidade de assistir o jogo, não tem a chance de ver TV, se está escutando na rádio, o narrador precisa fazer com que você imagine a jogada e na TV o narrador não precisa descrever todos os detalhes, você esta vendo a imagem, ele não precisa forçar muito para ativar a imaginação do telespectador já que ele esta vendo.”.

     O ritmo da narração é rápido e com o mínimo de espaço possível. O silêncio deixa o ouvinte ansioso. O comentarista é chamado com pelo menos 9 minutos de bola rolando, a não ser que algo diferente tenha acontecido. Por exemplo, uma expulsão, um gol, um lance inusitado. O gol é o clímax de qualquer partida de futebol e por ser um momento tão importante, o narrador deve expressar muita empolgação. Existem diversos modos de narrar um gol, cada locutor tem seu próprio estilo.

     “Ser narrador pra mim é informar, é interagir o telespectador, emocionar os ouvintes e fazer com que eles imaginem o campo e o jogo.” Murilo Franco, Narrador Esportivo.

  Conheça um pouco do trabalho do Murilo:

 

Murilo Franco materia site 2017